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Piloto Privado nos Estados Unidos – Log # 1


Estou começando hoje o primeiro relato das minhas aulas de Piloto Privado nos Estados Unidos, que começaram esta semana. O objetivo dos relatos é de compartilhar as experiências que terei durante esta “aventura”, começando pelo breve relato do primeiro voo que fiz hoje e que comentarei logo mais.

Por ser um estrangeiro morando nos Estados Unidos, tive que fazer alguns procedimentos adicionais para ser autorizado a fazer aulas de Piloto Privado. O procedimento começa com o envio de informações para o TSA (Transportation Security Administration), incluindo informações de passaporte, visto, residência e, o mais importante, as impressões digitais de todos os dedos. Após receber todas as informações, o TSA processa e comunica o resultado da autorização para a escola de aviação.

Este processo parece complicado de início, mas se o aluno seguir os procedimentos que estão bem explicados no site www.flightschoolcandidates.gov, não deverá ter problema algum. No meu caso, o processo foi bem tranquilo e ágil. O aluno estrangeiro só precisa passar por estes procedimentos para fazer as aulas práticas. As aulas teóricas podem ser feitas sem iniciar o pedido de autorização.

Agora que já falei um pouco da “burocracia”, vou comentar um pouco sobre as primeiras aulas teóricas (Ground School). No primeiro dia de aula, o instrutor nos repassou o cronograma das aulas e explicou como as aulas seriam estruturadas. Como é de se esperar, as aulas exigem que os alunos leiam os capítulos dos livros e já venham preparados para discutir o material estudado, enquanto o instrutor explica e reforça os pontos mais críticos de cada capítulo.

No primeiro dia de aula também conversamos um pouco sobre os possíveis caminhos que cada aluno pode seguir, dependendo de suas intenções com a aprendizagem. O instrutor também explicou as diferenças dos dois modelos de aeronaves que teríamos disponíveis para voar, o que foi muito importante para decidir em qual aeronave farei os meus voos.

Discovery Flight – 26 de Agosto, 2012 – Primeiro Voo no Diamond DA-40

Para explicar rapidamente, minhas opções seriam voar o Diamond DA-20, um avião de dois assentos e com instrumentos tradicionais, ou voar o Diamond DA-40, que é um avião de quatro assentos, com glass cockpit (computadorizado), com o sistema Garmin G-1000. Logo de início já fiquei bem inclinado a voar o Diamond DA-40, mas passei alguns dias lendo, pesquisando e pensando para confirmar se era isto mesmo que queria fazer. Depois de ler muitas opiniões na Internet, decidi que minha opinião estava formada: quero voar com Diamond DA-40 mesmo!

No segundo dia de aula teórica começamos a estudar os tópicos que envolvem assuntos de segurança, saúde do piloto, estresse, e partes e funcionamento do avião. Foi depois da segunda aula teórica que realizei o primeiro voo com o instrutor. O Discovery Flight, nomenclatura usada para este primeiro voo, onde o aluno tem a chance de ter uma pequena demonstração de como é voar como Piloto Privado, havia sido agendado para sábado, dia 25 de agosto, mas devido ao mau tempo, teve de ser transferido para o domingo.

Neste primeiro voo, o instrutor não entra em detalhes muito específicos. O objetivo é de fazer uma demonstração para o aluno e “quebrar o gelo”. Depois de decolar, o instrutor fez um voo por cima da minha residência e passou o controle do avião para mim. Que sensação legal de controlar o avião! Fizemos algumas curvas e então começamos o retorno para o aeroporto, quando o instrutor retomou o controle da aeronave.

Já de volta em solo, revisamos mais algumas burocracias contratuais e concluímos esta primeira “aula prática”. O próximo voo foi agendado para o dia 5 de setembro… se o tempo colaborar! 🙂

A intenção é de que os meus próximos voos sejam gravados com o equipamento de áudio e vídeo que deve chegar amanhã. Desta maneira, poderei registrar e compartilhar os melhores momentos desta aventura que está recém começando.

Até o próximo log e… voe alto!

Comandante da Azul Está Entre as Quatro Vítimas da Colisão de Dois Aviões Embraer 771

De acordo com as últimas notícias, um dos comandantes da companhia aérea Azul, está entre os mortos do acidente entre dois aviões que se chocaram hoje pela manhã em Santa Bárbara D’Oeste, São Paulo.

O comandante Araken de Oliveira Salamene, teria 52 anos, morava em Campinas e pilotava seu avião particular, um Embraer 771. A colisão foi com outro monomotor do mesmo modelo. Ambos aviões caíram em uma área de plantação de cana de açúcar e foram consumidos pelo fogo das explosões. No total, quatro pessoas morreram no acidente.

A polícia diz que além de Salamene, estão entre as vítimas o piloto Cassiano Ricardo Callegaris, de 41 anos, também de Campinas, e o aeroviário Voninho Souza Aguiar, de 33 anos, morador de São Paulo. O corpo da quarta vítima está no IML de Americana para identificação, sendo supostamente o sobrinho do comandante da Azul.

Os dois aviões partiram do Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas, e seguiam para o condomínio aeronáutico Fazenda Bonanza, em Salto de Pirapora, na região de Sorocaba. As vítimas iriam participar de um evento de inauguração de um hangar na propriedade. Segundo o administrator regional do aeroporto, Tadeu Oliveira, as aeronaves decolaram por volta das 9h.

Algumas informações recebidas sobre o acidente por testemunhas relatavam que a colisão foi frontal, mas outros moradores disseram que as asas se tocaram na lateral e depois caíram. O acidente está sendo investigado por uma equipe de peritos do Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

Fonte: G1

Vitor Guedes Madeira + Voo Solo: “O Primeiro a Gente Nunca Esquece”

Quem estuda para realizar o sonho de ser piloto de avião aprende a conquistar (com paciência) as etapas desta façanha um passo de cada vez… ou melhor, um voo de cada vez! Certo dia chega um dos momentos mais esperados de um piloto: voar solo!

E hoje chegou a vez do residente de Venâncio Aires – RS, Vitor Guedes Madeira. O rapaz, que tem 20 anos de idade, completou 24 horas de voo com um instrutor antes de fazer seu voo solo, decolando com o P-56C Paulistinha, no Aeroclube de Santa Cruz do Sul.

No Facebook, Vitor disse: “Hoje eu tô feliz! Acabei de ter o meu primeiro voo solo! Sempre fiquei imaginando como seria voar sozinho, se eu ficaria nervoso ou não com a ausência do instrutor ali do meu lado, e hoje vi que essa sensação de estar voando sozinho é simplesmente indescritível… Voei um bom tempo até ‘cair a ficha’ do que estava acontecendo, e de que eu estava voando sozinho… Eu passei o voo inteiro rindo eu acho, foi bom demais… Espero que esse seja apenas o primeiro de muitos… e o primeiro a gente nunca esquece.” (Veja na imagem abaixo o post original do Facebook)

Parabéns e sucesso para o Vitor! E que o simples relato de sucesso e alegria do Vitor sirva de inspiração, motivação e coragem para aqueles que possuem o mesmo sonho! Voe Alto!

Curiosidade: Correio Aéreo

O Serviço de Correio Aéreo (Airmail) nos Estados Unidos foi criado em 1918 e foi operado pelo governo por nove anos. A expectativa de vida do piloto de Airmail era de apenas quatro anos. Trinta e um dos primeiros pilotos morreram antes do serviço ser passado para a indústria privada. Durante o período de operação, um a cada seis pilotos morreu em acidente aéreo enquanto entregava correspondências.

“Era primavera de 1920. Não haviam muitos vôos de airmail, e os pilotos estavam morrendo quase tão rápido quanto Departamento de Correios conseguia empregá-los. O airmail passou a ser considerado praticamente um ‘clube de suicídio’, apenas pilotos desesperados para voar ingressavam. Mas o salário era excelente. Estávamos logo fazendo entre $800 a $1000 por mês, e no início dos anos 20 isto era uma quantia tremenda de dinheiro.” (Dean Smith, Piloto de Airmail em 1920)

 Fonte: Guided Flight Discovery, Private Pilot

Um Pouco Sobre Sally Ride: A Primeira Mulher Americana no Espaço

Na semana passada o mundo todo recebeu a notícia do falecimento da primeira mulher americana que foi ao espaço, Sally Ride. No post de hoje, vamos conhecer um pouco da sua história e trajetória marcante.

Em sua infância, os programas espaciais contavam com astronautas que anteriormente serviam como fuzileiros navais, oficiais da força aérea e pilotos extremamente talentosos. Sally Ride chegou lá um pouco diferente: ela respondeu a um anúncio.

Na década de 1970, a NASA decidiu que, além de pilotos, precisava de alguns astronautas com mais formação nas áreas das ciências. Mais de 8.300 pessoas se candidataram para a vaga, e ela foi uma das 35 pessoas escolhidas. O motivo, ela disse mais tarde, foi “um mistério total.”

Ride passou a se tornar a primeira mulher americana enviada ao espaço, o americano mais jovem enviado ao espaço e a primeira mulher à fazer duas viagens. Ela também foi o único astronauta nomeado para a Comissão Rogers para investigar a explosão de 1986 do ônibus espacial Challenger.

Ride morreu na segunda-feira, dia 23 de julho, em sua casa em La Jolla, após uma batalha de 17 meses com câncer pancreático. Ela tinha 61 anos de idade.

Sua viagem para o espaço tornou seu nome familiar, um símbolo da capacidade da mulher para quebrar o teto de vidro, inspirando gerações de jovens meninas e mulheres que vieram depois dela.

“Sally Ride quebrou barreiras com honra e profissionalismo — e literalmente mudou a cara do programa espacial americano,” diz o administrador da NASA, Charles Bolden.

“O impacto de Sally Ride, e mulheres como ela, não pode ser subestimado”, disse Amy Mainzer, um astrofísico, cientista chefe no Laboraório Jet Propulsion em La Cañada-Flintridge. “Ela era uma ‘prova de existência’,” disse Mainzer. “Ela provou que era possível trabalhar em física espacial, como uma cientista espacial, e ser mulher ao mesmo tempo. O que ela fez foi provar que poderia chegar ao topo e realizar coisas incríveis nessas áereas — e ainda ter um par de ovários.”

A primeira mulher no espaço foi a cosmonauta russa, Valentina Tereshkova, em 1963, mas ela era apenas uma trabalhadora têxtil que havia sido enviada ao espaço mais como “decoração”. A segunda foi Svetlana Savitskaya, ex-piloto que foi também a primeira mulher russa a caminhar no espaço.

Em contraste, Ride tinha uma formação científica muito mais extensa. Ela tinha Bacharel em Física pela Universidade de Stanford e um mestrado e doutorado em Astrofísica, na mesma instituição. Quando a NASA contratou Ride em 1978, ela teve que voltar às aulas para estudar itens básicos de ciência e matemática, meteorologia, orientação, navegação e computadores. Ela também recebeu instrução de voo em um jato de treinos, T-38, uma experiência que a deixou com entusiasmo para voar.

Na semana antes de seu primeiro voo em um ônibus espacial ela disse à Newsweek que “eu não vim para a NASA para fazer história. É importante para mim que as pessoas não pensam que fui escolhida para o voo simplesmente porque eu sou uma mulher e que está na hora da NASA enviar uma mulher.”

Ride trabalhou em terra em preparação para seu primeiro voo. Ela foi a comunicadora de cápsula para o segundo e terceiro voos espaciais e ajudou a desenvolver o braço-robô do ônibus espacial. Em 18 de junho de 1983, entrou no espaço a bordo do ônibus espacial Challenger, para a missão STS-7, tornando-se a primeira mulher americana e, com 31 anos de idade, a pessoa mais jovem no espaço. A tripulação implantou dois satélites de comunicações e realizou experiências farmacêuticas.

Com Ride e John M. Fabian operando o braço do robô, foi realizada a primeira implantação e recuperação de um satélite. Logo após o desembarque, Ride disse: “A coisa que vou lembrar mais sobre o voo é que foi divertido. Na verdade, tenho certeza que é o melhor divertimento que terei em toda minha vida.”

Ride foi novamente a bordo do Challenger para a missão STS-41, que foi lançada em 5 de outubro de 1984. Desta vez, o braço do robô foi colocado para alguns usos incomuns, incluindo raspagem de gelo no exterior do ônibus espacial e para ajustar uma antena de radar.

Ela estava treinando para um terceiro voo quando o Challenger explodiu em Janeiro de 1986, e foi nomeada para a Comissão Rogers que investigou o desastre. Durante o inquérito, ela teria sido a única figura pública a apoiar o engenheiro Morton-Thiokol Roger Boisjoly, que tinha avisado dos problemas técnicos que levaram ao acidente. Mais tarde, ela foi citada dizendo que os astronautas não haviam recebido aviso adequado sobre os potenciais perigos do ônibus espacial. Ela disse para o Chicago Tribune: “Acho que nós talvez tenhamos passado a falsa impressão para as pessoas, fazendo-as pensar que estas são operações de rotina.”

Ride foi posteriormente transferida para a sede da NASA em Washington e foi autora de um relatório intitulado “Liderança e Futuro da América no Espaço.” Também fundou o Escritório de Exploração da agência antes de renunciar do seu cargo em 1987 para trabalhar no Centro Internacional de Controle de Segurança e Armas da Universidade de Stanford.

Em 1989, tornou-se diretora do Instituto do Espaço da Califórnia na Instituição de Oceanografia Scripps e professora de Física na UC San Diego. Em 2001, ela fundou sua própria companhia, Sally Ride Science, para incentivar as mulheres e especialmente jovens moças a ficarem interessadas nas ciências. Ela também escreveu cinco livros para crianças incentivando o interesse em ciência.

Joy A. Crisp, cientista no JPL, se lembra do tempo que observava Ride com grande interesse. Os campos da ciência espacial e engenharia eram considerados ainda “o clube dos homens”. “Ela foi a primeira,” Crisp disse. “E depois dela vieram muitas outras mulheres. Ela fez uma diferença importante.”

“Ela estendeu a mão para muitas mulheres jovens,” disse Crisp. “Fez mulheres e meninas animadas — elas diziam: ‘Ei, eu realmente poderia fazer isso.’ Ela transformou o lance divertido e interessante. Obviamente, ela percebeu que era importante ser esse modelo. Era algo que ela poderia fazer para retribuir.”

Sally Kristen Ride nasceu a 26 de maio de 1951, em Encino. Estudante nota dez, ficava facilmente entediada na escola até que seu interesse na ciência foi agitado pela professora de Fisiologia no segundo grau, Elizabeth Mommaerts.

Ride também agia como um moleque, e era especialmente adepta ao jogo de tênis. Ela teve aulas e foi classificada em décima oitava no circuito júnior em nível nacional, recebendo uma bolsa de estudos parcial no Colégio de Meninas Westlake, agora Colégio Harvard-Westlake.

O profissinal de tênis, Billie Jean King, a viu jogar e disse a ela que ela poderia se tornar uma profissional, e Ride matriculou-se no Colégio Swarthmore para jogar tênis. Mas ela viu que não tinha a dedicação suficiente para o jogo e mudou seu interesse para a Física, transferindo para Stanford.

Enquanto trabalhava para a NASA, Ride foi a primeira em outra coisa: em 26 de julho de 1982, ela e Steven Alan Hawley tornaram-se os primeiros astronautas ativos a se casar. Durante uma audiência, Larry Winn Jr. Perguntou para ela como ela se sentiria quando Hawley fosse para o espaço enquanto ela permanecia na Terra. “Eu vou ser uma observadora muito interessada”, respondeu ela. Os dois se divorciaram em 1987.

Ride foi a única pessoa a servir em dois painéis de investigação de desastre: Challenger e Columbia, em 2003.

Ela recebeu vários prêmios de honra, incluindo sendo premiada duas vezes com a medalha de voo espacial da NASA. Ela foi empossada no Salão da Fama das Mulheres Nacionais e no Salão da Fama dos Astronautas. O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, empossou Ride no Salão da Fama da Califórnia em 2006, e o Presidente Clinton a nomeou para sua equipe de transição.

Ride é sobrevivida por Tam Shaughnessy, sua parceira de 27 anos; sua mãe, Joyce; sua irmã, Karen; e uma sobrinha e sobrinho.

Fonte: LA Times

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